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CURTLO APOIA VIDEODOCUMENTARISTAS EM PESQUISA NA ÁFRICA

Marcela Moreira e Joyce Ramos saíram do Brasil em meados de março passado para passar três semanas em Bissau, capital da Guiné-Bissau, na África, para aprofundar a pesquisa para o videodocumentário que estão produzindo, O papel de uma ONG na Guiné-Bissau. O foco do trabalho é mostrar a realidade do país por meio das crianças, considerando as semelhanças com o Brasil, ambos colonizados por portugueses e cujo idioma oficial é a língua portuguesa, e retratando aspectos como educação, cuidados de higiene, aspectos culturais, abandono, tradição, pobreza.

As duas ficaram hospedadas no orfanato Casa Emanuel, organização não-governamental inaugurada em 1995, que atualmente abriga e protege 138 crianças e sobrevive a duras penas graças a doações. De acordo com as videodocumentaristas, com o passar dos anos o orfanato transformou-se num oásis em meio ao caos político e social da região, que prejudica enormemente a saúde: 13 a cada 100 crianças não sobrevivem e 9 a cada 1000 mulheres morrem por complicações do parto.

Diferenças culturais e necessidades básicas que geram reflexões acabaram ampliando a abrangência do trabalho, que desenvolve nesse país da África subsaariana a segunda parte de um projeto que começou na capital paulista em outro videodocumentário, que mostra a discrepância entre duas crianças de dez anos que vivem no Morumbi e em Marsilac. Numa cidade tão rica como São Paulo, duas realidades tão distantes se entrelaçam e as aproximam, de forma contraditória, de ricos países de primeiro mundo e de outros extremamente pobres no terceiro mundo.

Na equipe para realização do videodocumentário estão Marcela e Joyce, abaixo com duas crianças do orfanato, Rodrigo Duzzi e Aleteia Ruas. Inicialmente, ele será divulgado no meio acadêmico.

Para saber mais sobre o orfanato Casa Emanuel visite o site http://www.casaemanuel.org/.
(Fotos: Arquivo pessoal)
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